terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Robôs cirurgiões

As cirurgias realizadas por robôs são actualmente uma realidade. A utilização de braços robóticos é extremamente comum desde há alguns anos, mas já foram realizadas cirurgias unicamente por robôs.
Um entrave à máxima eficácia do robô é a mobilidade. É necessário que o paciente se encontre completamente imóvel, o que não acontrece em, por exemplo, cirurgias cardíacas. O constante bater do coração é um risco que pode originar danos. O mesmo pode acontecer em cirurgias delicadas no cérebro, pois o movimento das artérias e veias pode impedir a precisão do robô.
A utilização de robôs em cirurgias delicadas viu a luz ao fundo do túnel: uma equipa de cientistas em França desenvolveu um modemo computorizado em 3D que é capaz de acompanhar o movimento dos órgão, por exemplo, acompanhando o movimento da superfície do coração conforme os seus batimentos.
Com a inserção dos dados do modelo no programa do robô cirurgião, os seus instrumentos movimentam-se de forma coordenada com o batimento do coração.
As cirurgias muito delicadas, realizadas por humanos, requerem que  coração esteja parado temporariamente. A nova tecnologia dos robôs permitirá uma redução dos riscos, já que este importante órgão pode continuar as suas funções durante o procedimento.
Além do coração, o modelo 3D computadorizado também acompanha o movimento da parede torácica do paciente durante a respiração, o que amplia sua possibilidade de utilização em outras cirurgias, melhorando o desempenho dos robôs cirurgiões de forma geral.
Com o desenvolvimento dos robôs cirurgiões, abrem-se portas para cirurgias muito raramente feitas devido aos riscos superarem os benefícios de uma cirurgia manual.

Cláudia Balsa, nº8

Futuro das relações humanas

Robots futuras parceiras sexuais? E relação entre homem/mulher acaba?


Em meados deste século, fazer sexo com uma mulher fatal electrónica, ou com um homem robô superdotado, e conversar com o parceiro depois, não é uma ideia tão despropositada como pode parecer, tendo em conta o rápido desenvolvimento da inteligência artificial.

É o que pensa David Levy, autor de "Sexo com os Robôs: a evolução das relações entre Humanos e Robôs". "Imaginem: sexo à vontade, as 24 horas do dia, os sete dias da semana!", exclama.

Nem todos, no entanto, compartilham esta visão de um futuro na qual os humanóides seriam fonte de prazer tórrido na cama, e após o acto sexual quem quiser poderá até, como "plus", ter uma conversinha pré-programada.

Muitos acham que isso é possível, levando em conta os progressos realizados na reprodução dos músculos e dos movimentos humanos, ou na inteligência artificial - concretamente na imitação de emoções e de aspectos da personalidade.

Em Novembro passado, investigadores da Universidade de Waseda, no Japão, apresentaram um robô que sabe cozinhar e utilizar as mãos suaves, banhadas em silicone para interagir com os humanos. Segundo Levy, o robô sexual Gigolo Joe, vivido por Jude Law no cinema e criado para dar um auxílio emocional, além de prazer sexual, poderá tornar-se algo real em menos de quarenta anos.

Outros especialistas são cépticos. "Não acho que possamos ter robôs 'parecidos com os humanos' nesse período de tempo", considera Frédéric Kaplan, investigador da Escola Politécnica Federal de Lausane, Suíça. Kaplan, programador do cérebro do cãozinho robótico da Sony "Aibo", interroga-se se verdadeiramente queremos robôs à nossa imagem e semelhança. "As interacções entre máquinas e humanos serão interessantes em si mesmas, não em termos de + simulações + de relações humanas", disse.

Levy, ao contrário, está convencido que existe procura nesta área. Uma empresa japonesa, a Axis, já fabricou aqueles que poderiam ser considerados os primeiros robôs sexuais. Eles chamam-se Honeydolls e são bonecas de resina e silicone em tamanho real equipadas em cada seio com sensores conectados a um som. Se o "utilizador" beliscar os mamilos, Cindy dará gritos de prazer e sussurrará palavras melosas ao pé do ouvido.

As mulheres também se deixarão tentar pelos robôs sexuais, considera Levy. Ele acredita firmemente no aumento das vendas de massagens vibratórias no mundo inteiro e na queda de tabus.

O que para Levy representa uma vida sexual desenfreada sem sentimento de culpa e livre do contágio de doenças sexualmente transmissíveis significa para outros um pesadelo desesperador. "Parece descabido pensar que seres humanos se vão relacionar com robôs", afirma a sexóloga americana Yvonne K. Fulbright, embora reconheça que os robôs sexuais têm lugar no mercado. "Há um verdadeiro problema com os robôs sexuais: as pessoas sentir-se-ão fracassadas se esta for a sua única solução", adianta

Rui Cruz nº25

Fazer Sudoku por diversão

Robot com o kit LEGO Mindstorms NXT resolve Sudokus, o quebra-cabeça mais popular do mundo.



Patrick Gnudi, nº24

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Revolução digital nos automóveis apresentados na feira CES 2011




A CES (Consumer Electonics Show) é a maior feira tecnológica do mundo, que acontece nos EUA.
Resumindo as novas apostas nos automóveis apresentados, pode-se dizer que a indústria automobilística começa a entrar naquilo que hoje em dia todos parecem ter: acesso à internet.
A Ford, por exemplo, incluiu funcionalidades nos seus carros que permitem aos condutores, através do telemóvel, possam saber a bateria restante do seu veículo ou saber onde fica a bomba de gasolina mais próxima, podendo criar uma rota.
A Hyundai, fabricante que inovou em sistemas anti-roubo, desenvolveu um software, o Blue Link, que estabelece um limite de deslocamento máximo do veículo. O carro trava progressivamente se o limite for ultrapassado e o proprietário recebe um aviso no telemóvel.
A General Motors referiu que o seu automóvel Buick Lacrosse, na sua versão de 2011 poderá ter câmaras embutidas que poderão filmar os impactos ao carro e farão um upload para a internet, servindo assim como prova de um acidente.

A conexão à internet dos automóveis, segundo algunas analistas, carece de potentes sistemas de defesa que poderão não ser eficazes em caso de ataques de hackers. Estes analistas consideram a possibilidade de roubo de informações pessoais e a possibilidade de, no futuro, os hackers poderem controlar um carro à distância.

Cláudia Balsa, nº8

Robô que é capaz de tomar decisões



icub



Robôs que tomam decisões por si proprios até o momento estão restritos a filmes de ficção científica. Mas uma figura do tamanho de uma criança, com olhos grandes e um rosto branco, está se esforçando por transformar a ficção em realidade.
Seu nome é iCub, e os cientistas esperam que aprenda a adaptar o seu comportamento às circunstâncias mutáveis, oferecendo novas perspectivas sobre o desenvolvimento da consciência humana.
Seis versões do iCub existem em laboratórios da Europa, onde os cientistas estão alterando minuciosamente o seu cérebro eletrônico de maneira a que o robô seja capaz de aprender tal como uma criança.
“Nosso objetivo é realmente compreender algo que é muito humano: a capacidade de cooperar, de compreender o que outra pessoa deseja que façamos, e de podermos nos alinhar com elas e trabalhar juntos”, disse Peter Ford Dominey, diretor da pesquisa.
O iCub tem cerca de um metro de altura e conta com tronco, braços e pernas articulados e feitos de complexos circuitos eletrônicos. O robô tem um rosto branco, com traços de nariz e grandes olhos redondos capazes de ver e acompanhar o movimento dos objectos.
“Vamos jogar um jogo velho ou um jogo novo?”, perguntou o iCub a Dominey, numa recente experiência conduzida em um laboratório de Lyon, no sudeste da França. A sua voz era robótica, o que era de esperar, mas o robô fez a pergunta com uma entuação interrogativa, tal como uma pessoa faria quando fizesse uma pergunta.
O “jogo” envolvia uma pessoa que apanhava uma caixa, revelando um brinquedo que se encontrava por baixo dela. Depois, uma segunda pessoa levantava o objeto e voltava a colocá-lo no lugar. Por fim, a primeira pessoa reposicionava a caixa por cima do brinquedo.
Depois de assistir a dois seres humanos que realizaram essas ações, o iCub aprendeu como participar na diversão.
“O robô está a demonstrar que é capaz de mudar de papel. Pode desempenhar o papel da primeira ou o da segunda pessoa nessa interacção”, disse Dominey, que recebeu verbas da União Europeia para seu trabalho com o iCub.
Embora passatempos simples como esses possam parecer decepcionantes para os fãs de C-3PO –o robô dos filmes “Guerra nas Estrelas”, que se gaba de fluência em 6 milhões de formas de comunicação–, eles estão na vanguarda da robótica e apresentam claro interesse científico.

Rui Cruz nº25

Sistema em pneus alerta sobre furos, entre outros

Provavelmente muitos já conheciam os pneus com sensores que medem a pressão do mesmo, alertando o condutor se esta estiver baixa. Esta tecnologia foi inovada nos EUA e agora existem pneus com camadas com capacidades eléctricas diferentes que permitem a capacidade de detectar alterações em qualquer parte do pneu. Em conjunto com um sistema que interpreta sinais eléctricos, o condutor pode ser alertado em caso de furo, corte, defeito de fabrico, desgaste ou posicionamento incorrecto do pneu. E além do problema, fornece dados sobre a localização.

Cláudia Balsa, nº8

Projecto MMP

O projecto MMP(Mind Machine Project) é o projecto que o MIT(Massachusetts Institute of Technology) está a ser realizado com objectivo de redefinir a Inteligência Artificial.
O objectivo deste projecto é rever os fundamentos primários da Inteligência Artificial para realizar melhorias e correcções para poder avançar nos próximos anos nas três áreas principais da I.A. – Mente, memória e corpo.
Um facto importante em relação a este projecto é que o mesmo pretende eliminar/substituir o Teste de Turing.
A ideia agora é fazer com que as três áreas trabalhem juntas.
Esse projecto tem já cinco anos e actualmente possui um financiamento de 5 milhões de dólares.

Para saber mais clique: http://mmp.cba.mit.edu/
Fonte: http://web.mit.edu/

Patrick Gnudi, nº24

Teste de Turing

O Teste de Turing é um teste proposto por Alan Turing em numa publicação de 1950 chamada "Computing Machinery and Intelligence" cujo objectivo era determinar se um programa de computador é ou não inteligente. O programa é inteligente se a pessoa que participa no teste não for capaz de dizer se foi o programa ou um ser humano que respondeu às suas perguntas.
O teste consiste em numa conversa entre dois humanos e um computador, este tem o objectivo de parecer mais Humano possível.
Todos os participantes são colocados em ambientes isolados. Se um árbitro ( um dos dois Humanos)  não puder identificar de maneira concreta qual dos participantes é o computador, então o computador passou o teste. A fim de testar a inteligência do programa de computador, e não simplesmente a sua habilidade em transformar palavras em sons, a conversa é limitada a um canal de texto, como um teclado e tela de computador.

Patrick Gnudi, nº24

Roxxxy a companhia para o futuro ( ROBO DO SEXO )


Numa uma feira de entretenimento para adultos que esteve a acontecer em paralelo à CES 2010, pode-se encontrar uma robô, Roxxxy TrueCompanion, que começa a chamar a atenção de quem visita a feira.
A Roxxxy TrueCompanion, como é chamada, é uma robô que serve para fazer companhia, inclusive a mais íntima(se é que vocês me entendem). Possui corpo de modelo, com 174 cm e 54,5 quilogramas e pele sintética, semelhante à de uma mulher real, além de se poder adequar o tamanho dos seus seios e mudar a cor dos cabelos conforme o gosto. Ela possui Inteligência Artificial e vários sensores, e é capaz de conversar, ouvir, sentir o toque e ser uma amiga e companheira para as horas vagas e pode até ter um orgasmo!
Segundo a fabricante, TrueCompanion, existem cinco perfis de personalidade para Roxxxy: Frigid Farrah (tímida e reservada), Wild Wendy (aventureira), S&M Susan (sadomasoquista), Young (garota de 18 anos) e Mature Martha (que vai ”ensinar” algumas coisas). Ela já vem da fábrica a saber a falar de futebol e de carros com o companheiro e você poderá actualizá-la futuramente, online.
Ela já está à venda nos Estados Unidos e na Europa, com projetos de expansão a todo o Mundo e pode ser adquirida por um preço que varia entre 4800 e 6200 euros, incluindo um computador portátil.

Rui Cruz , nº25

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Empregado doméstico de última geração


Uma equipe de cientistas sul-coreanos desenvolveu um robot que faz a limpeza da casa, coloca a roupa na máquina de lavar e aquece a comida no microondas. “Mahru-Z” tem 1,3 m de altura, pesa 55 kg e seu desenvolvimento levou dois anos.
Esta empregada doméstica de última geração tem aspecto humanóide, com uma cabeça rotatória, braços, pernas e seis dedos, além da visão tridimensional, para detectar as tarefas que precisa fazer, explicou Yu Bum-Jae, o chefe do centro de robótica cognitiva do Instituto de Ciência e Tecnologia, falando ao jornal “Korea Times”.
Tanto Mahru-Z como Marhu-M, outro robô criado anteriormente, podem trabalhar juntos e coordenados por um servidor. Yu assegura que Mahru-Z é o robô mais avançado em termos de imitação de movimentos humanos.
Fora as tarefas domésticas, os pesquisadores acham que o robot também pode ser utilizado em condições difíceis e perigosas para os seres humanos, mas a sua fabricação em série ainda não é viável.

Patrick Gnudi, nº24

ARM Powered LEGO/Nokia 4x4x4r

Um vídeo que mostra uma dupla que em poucos minutos consegue resolver problemas que por vezes humanos não conseguem, neste caso um cubo de rubik.


Patrick Gnudi, nº 24

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

I.A. em Portugal


Os primeiros passos da I.A. foram dados em Portugal em 1973. Foi neste ano que Hélder Coelho, Luís Moniz Pereira e Fernando Pereira se reuniram no LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) para no ano seguinte ser criada uma Divisão de Informática no LNEC e um meses mais tarde o seu actual cento de informática. Esta divisão era orientada para projectos de investigação e desenvolvimento nas ciências da computação e o centro dedica-se desde então grande parte dos seus recursos à investigação sobre técnicas da I.A. Ainda existiu em 1974 a proposta de criação de um grupo de aplicações da I.A. (G.A.I.A.), que formalmente aconteceu em 1988.
Actualmente, depois de uma longa caminhada, a I.A. em Portugal conta com diversos núcleos de investigação nas nossas principais universidades e com programas que criam cada vez mais competição a nível de mercado europeu.

Claudia Balsa, nº8

Sistema de Inteligência Artificial cria música baseada em sensações

 Pesquisadores da Universidade de Granada, Espanha, desenvolveram um sistema de inteligência artificial que permite a pessoas sem nenhum conhecimento musical criar composições originais, adequadas às emoções e sensações que se deseja despertar nos ouvintes. A motivação dos autores surgiu em resposta ao repertório entediante – e às vezes irritante – sempre repetitivo, da chamada “música ambiente”, tão comum nas salas de espera e nos jogos electrónicos. O programa foi fundamentado em estudos sobre os aspectos emocionais da percepção musical produzidos por melodias e harmonias electrónicas de boa qualidade que, em tese, poderiam estimular relaxamento ou tensão, por exemplo (essa propriedade ainda será testada de futuro).  A invenção foi descrita na revista Expert Systems with Applications. Para ouvir as músicas usadas no estudo aceda ao endereço: http://www.ugr.es/~miguelmolina/inmamusys.php

Patrick Gnudi, nº24