terça-feira, 17 de maio de 2011

Inteligência artificial: o computador é capaz de ter moral

O filósofo René Descartes, fundador da filosofia moderna, dizia que "a razão é um instrumento universal que pode ser usado em toda a espécie de situações". Em Portugal, existe um investigador do Centro de Inteligência Artificial da Universidade Nova de Lisboa (CENTRIA) que acredita nessa mesma lógica. E vai mais longe. A razão é tão universal que, um dia, os robôs terão, além da capacidade de raciocínio do homem, sentimentos e até moral. Luís Moniz Pereira decidiu investigar essa característica dos seres humanos e o seu último trabalho acaba de ser publicado no "International Journal of Reasoning-Based Intelligent Systems".




Dar livre-arbítrio ao computador era a ambição inicial do cientista português. Mas como se põe uma máquina a pensar com ética? Primeiro, Moniz Pereira programou 12 dilemas morais. "Testes clássicos com mais de 40 anos aceites pela comunidade de psicólogos" tirados directamente do livro "Moral Minds" de Marc Hauser, professor de psicologia da Universidade de Harvard, explica o investigador. Após programar possíveis decisões e resultados lógicos no computador, a máquina fez as suas escolhas. Resultado? O computador deu as mesmas respostas que um ser humano daria. No futuro, nada impede que um robô tenha moral.



Com as novas técnicas de programação que o investigador desvendou com o estudante indonésio Ari Saptawijaya, abriram-se as portas para estudar situações mais complexas. "Mostrámos que é possível simular o raciocínio humano e a moral num computador", conclui Moniz Pereira. Nesta área da inteligência artificial - a moral computacional -, "o robô analisa futuros possíveis e toma decisões, tendo em conta as suas consequências", acrescenta.



Um dia, máquinas programadas com fundamentos da moral humana vão ser capazes de tomar decisões autónomas. Irrealista? "De todo", responde Moniz Pereira. "A moral é um fenómeno natural como qualquer outro, e, por isso, passível de ser estudado em laboratório. Dentro de 30 a 40 anos será vulgar". A tese é uma resposta à tese criacionista. "A moral nasceu com a evolução, não é criação de Deus. É tão darwinista como os órgãos do nosso corpo", defende o cientista.



No mundo futuro de Moniz Pereira há lugar para cérebros artificiais.



Mais objectivos que homens A investigação em inteligência artificial em Portugal é vasta, mas a área da moral computacional é recente. Moniz Pereira estuda-a há três anos. "Quando começamos a ter robôs mais autónomos, a movimentar-se em situações imprevisíveis, temos de lhes dar regras de comportamento gerais". A evolução tecnológica leva a que o homem esteja cada vez mais dependente do computador. É o caso da exploração do espaço ou do fundo marinho, situações em que as máquinas não têm possibilidade de comunicar com os seres humanos e têm de decidir sozinhas e com rapidez. Os robôs podem até ser mais objectivos que o homem, uma vez que têm maior capacidade de memória e poder de cálculo, diz Moniz Pereira.



Mas vão os computadores superar a inteligência humana? "Os homens não vão ser mais inteligentes que as máquinas e vice-versa. A inteligência de ambos irá evoluir em conjunto", acredita Moniz Pereira. Mas, se isso acontecer, significa que o homem "conseguiu atingir níveis mais vastos de complexidade": as limitações do computador são as dos homens.



Para Moniz Pereira, tudo o que o homem é capaz de fazer, o computador também fará. "A ideia de que só o ser humano pode ter espírito, alma e outras características humanas é uma ideia antropocêntrica que está a prejudicar o progresso científico", admite. E a religião aproveita o senso comum para ser melhor aceite - acusa.



"Ao evoluir, o robô há-de seguir o caminho que nós seguimos". Se a ideia assusta, é porque "desconfiámos de nos próprios!"



A máquina pensa, a máquina aprende, tem consciência e até já mente. E se um dia perdemos o controlo do nosso duplo artificial? "Mania dos humanos", responde o cientista que já recebeu um doutoramento Honoris Causa da Universidade de Dresden: "A nossa condição natural é não controlar tudo. A crise dos mercados financeiros provou isso."



"O nosso conhecimento só cresce porque estamos rodeados de desconhecido e o computador é um instrumento amigo e útil, que nos permite conhecer-nos melhor e resolver problemas", refere o cientista. O medo de que a criatura se revolte contra o criador vem da noção de o próprio ser humano já o ter feito.



"Desde que fomos expulsos do paraíso e resolvemos gerir o nosso futuro, perdemos o controlo. Tanto que a evolução da espécie humana tem sido uma sucessão de guerras e tecnologia que fica fora do controlo, como aconteceu na central nuclear de Tchernobyl". "É o preço da liberdade", remata o cientista.



"Há coisas que estão para além do nosso controlo e imaginação. Não discutimos se devíamos ter criado a internet, pois não?".



A robótica inteligente está na moda e continuará a estar: "Os problemas do conhecimento e da tecnologia resolvem-se com mais conhecimento e mais tecnologia", conclui o investigador.

Rui Cruz nº25

terça-feira, 10 de maio de 2011

Computador “bate” médicos a encontrar uma deficiência hormonal

Se se mostrar as caras das pessoas a um computador, este faz um melhor trabalho do que os médicos no reconhecimento dos sintomas de um problema hormonal raro.
O autor do estudo e um pesquisador na Universidade de Ludwig-Maximilians, na Alemanha, escreveu um e-mail para Reuters Health. Nele, explicou que ficou surpreendido com os resultados do estudo, pois estava à espera que os resultados obtidos pelo computador fossem similares aos obtidos por médicos, e não que estes últimos fossem ultrapassados.
Pessoas com acromegalia produzem hormonas do crescimento em excesso, causando uma variedade de sintomas. Dos físicos, destacam-se um maxilar inferior largo, um crescimento anormal da língua, dentes demasiado espaçados e ossos demasiado desenvolvidos na testa e maçãs do rosto. Cerca de 6 em cada 100.000 pessoas sofrem de acromegalia.
Para este estudo, os pesquisadores seleccionaram fotografias frontais e de perfil de 57 pessoas com acromegalia e de 60 sem esse problema. Todos os participantes eram caucasianos e com idades próximas. Foi criado um programa de computador que analisa as características faciais, como a distância entre traços faciais.
O computador obteve melhores resultados na identificação das pessoas doentes, ultrapassando os médicos especialistas.
O autor do estudo, concluiu que o programa de computador é melhor a detectar a informação através de apenas uma fotografia, ao contrário de um médico. Os médicos tiveram desvantagens pelo facto de terem de fazer o diagnóstico através de uma fotografia. Teriam melhores resultados se tivessem tido a oportunidade de examinar pessoalmente os pacientes, incluindo analisando os pés e as mãos (que sofrem alterações com o excesso da hormona).
O programa é de elevada utilidade para detectar casos iniciais ou não tão marcados de acromegalia, pois o software acertou em cada 6 de 10 pessoas doentes, e os médicos apenas 4 em 10. A detecção do problema em desenvolvimento inicial, antes de passar a ser grave, facilita o tratamento mais cedo que pode garantir um melhor modo de vida aos doentes.
Cláudia Balsa, nº8

terça-feira, 3 de maio de 2011

Robô de descartar bombas

A Universidade de Greenwich juntou esforços com uma empresa de Kent para desenhar e construir um robô de descartar bombas para uso de forças de segurança, incluindo o Exército Britânico.
As organizações juntaram-se para criar um veículo ou robô leve, controlado à distância por um dispositivo sem fios (uma distância que pode chegar a várias centenas de metros), até mesmo semelhante a uma consola de jogos.
O robô inovador, que pode subir escadas e abrir portas, vai ser utilizado pelos soldados para descartar bombas em países como o Afeganistão.
Peritos do Departamento de Engenharias de Computação e Comunicação trabalham lado a lado com a empresa NIC Instruments Limited de Folkestone, fabricantes de instrumentos de segurança e equipamentos de operar e descartar bombas.
O robô construído é muito mais leve e flexível do que as tradicionais unidades de descarte de bombas, além de ser de mais fácil transporte e utilização pelos soldados. Possui câmaras que emitem as imagens ao controlador à distância, e ferramentas que podem carregar e manipular objectos delicados.
Além destes extras, ainda possui sensores de armas nucleares, biológicas e químicas. Medindo apenas 72cm por 35cm, o robô pesa 48kg e pode-se mover a uma velocidade até 13km por hora.
Este tipo de robôs pode ajudar a proteger civis e reduz os riscos de ferimentos ou morte por explosões, em caso de dúvida da presença de um explosivo em determinado local. O seu tamanho faz com que as áreas e locais onde ele possa aceder sejam mais (subir escadas e abrir portas são funções de grande utilidade em caso de edifícios), por isso considero que seja uma inovação útil para os soldados com missões que possam encontrar bombas.
Cláudia Balsa, nº8

Inteligência Artificial - Sic Notícias


16/07/08

Patrick Gnudi, nº24

terça-feira, 5 de abril de 2011

Japoneses criam robô R2-D2 a energia solar

Os Japoneses são conhecidos por surpreenderem o mundo ao apresentarem produtos com grande inovação tecnológica. Após o desastre natural que aconteceu no seu país, as pessoas continuam os seus esforços para retomar as suas actividades normalmente. É o caso de Yosuke Kimura e Daisuke Goto, formandos em engenharia da Universidade Internacional de Hiroshima, que montaram uma réplica do famoso andróide da saga de Star Wars alimentado através de painéis fotossensíveis.
Denominado SolaR2-D2, o robô foi apresentado ao público pelos universitários no dia 18 de Março.
O robô possui, no topo de suas hastes, células que captam a luz solar, transformando-a em energian eléctrica, alimentando o mecanismo de locomoção.
Essa metodologia vai ao encontro dos interesses de muitos japoneses que preferem a energia verde, principalmente após o acidente da central nuclear de Fukushima.

Cláudia Balsa, nº8

terça-feira, 29 de março de 2011

Eventos relacionados com a IA em Portugal

A APPIA, Associação Portuguesa Para a Inteligência Artificial é responsável pela organização de conferências e outros encontros anualmente, na área científica da Inteligência Artificial. Embora realizados em Portugal, estes eventos são de cariz internacional.
Embora não sejamos associados, é de interesse saber que se organizam eventos deste género em Portugal, que não são muito falados.

Um destes encontros organizados pela APPIA é a EPIA, Encontro Português de Inteligência Artifical. É promovido o intercâmbio entre investigadores, cientistas e engenheiros que se relacionem de alguma forma com a IA. São organizados workshops, conferências e palestras, que neste ano terão lugar em Lisboa.
Para os interessados, aqui fica o site da Associação: http://www.appia.pt/

Cláudia Balsa, nº8

Cientista utiliza inteligência artificial para melhorar aprendizagem

A inteligência artificial pode ajudar as pessoas cujo nível de ansiedade impede o aprendizado ou bloqueia o acesso à informação aprendida a obter melhor desempenho.


"Em situações de stresse, notamos falhas do sistema reticular: o hipocampo, que é a área da memória, já não recebe as emoções da amígdala e assim não podemoster acesso ao conteúdo de nossa memória. Isso pode explicar o buraco da memória num exame provocado pelo estresse, mesmo quando bem estudado", explica Claude Frasson, professor do Departamento de Ciência da Computação e Investigação Operacional.

Para o pesquisador, se as emoções são a chave que dão acesso à memória, isso também significa que elas são essenciais para a aprendizagem. "Não se pode aprender sem emoção, seja positiva ou negativa", diz ele.

O trabalho de inteligência artificial do professor Frasson foi projectado para desenvolver sistemas inteligentes de tutoria que integram a dimensão emocional da aprendizagem.
Em situações stressantes, o aluno sente.se geralmente incapaz de acessar o conteúdo de sua memória.

Na sua experiencia, Claude Frasson consegue levitar uma bola de isopor pequena colocada a um metro e meio dele usando apenas sua concentração. No estudo, o pesquisador usou um fone de ouvido que amplifica as ondas de seu cérebro e os direciona para um receptor programado para responder às ondas características de concentração ou ondas beta. "Este dispositivo é utilizado para exercer sua concentração e, assim, reduzir o estresse", explica.



Aprender a aprender

Um tutorial para aprender uma segunda língua pode despertar emoções de medo, alegria e raiva, por exemplo. O pesquisador mediu a melhora obtida na aprendizagem de vocabulário em relação a cada uma dessas emoções induzidas. O experimento foi realizado com um grupo de quarenta alunos de seis a oito anos e com um grupo controle submetidos a qualquer estímulo emocional.

"Dependendo se as crianças são sensíveis ou agressivas, as estratégias de aprendizagem não devem ser as mesmas", disse Frasson. Se a criança está animada, o medo e o estresse produzem mais ondas beta que bloqueiam a aprendizagem. Com a criança mais reservada, alegria e reforço positivo serão suficientes para motivar sua vontade de aprender.

"A nossa abordagem permite que a criança aprenda a aprender através do domínio das ondas cerebrais", diz o pesquisador. "Este método poderia ser útil para todas as crianças, particularmente aquelas com transtorno do déficit de atenção".


Patrick Gnudi, nº24

IDA 2011, Porto

International Symposium IDA 2011 no Porto


IDA 2011IDA 2011 é a 10ª edição deste simpósio internacional, International Symposium on Intelligent Data Analysis, um evento bienal.

A edição deste ano realiza-se no Porto, entre os dias 29 e 31 de Outubro de 2011, e será dedicado ao tema "Analyzing and Understanding Complex Systems", caracterizado como um tema emergente e importante na área científica em que se insere.

A edição IDA 2011 promoverá a atribuição de um prémio, IDA Frontier Prize, para galardoar a contribuição considerada como a mais visionária.

O prémio consiste num galardão e na atribuição de um valor monetário de 1.000EUR (mil euros).

Retirado de:http://www.appia.pt
 
Patrick Gnudi, nº24

terça-feira, 22 de março de 2011

Programa compositor usa inteligência artificial para criar músicas inéditas



Pesquisadores espanhóis criaram um programa de computador que, segundo eles, permite que qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento de música, torne-se um compositor. E, de quebra, eles vislumbram um mundo onde os direitos autorais musicais sejam uma coisa do passado.


Utilizando os princípios da inteligência artificial, Miguel Delgado, Waldo Fajardo e Miguel Molina criaram o Inmamusys, um acrônimo para Intelligent Multiagent Music System - sistema de música de multiagentes inteligentes - que é capaz de criar música em tempo real.

Embora não tencionem substituir os compositores tradicionais, os pesquisadores acreditam que o seu programa é a solução definitiva para os ambientes públicos e para as esperas telefônicas, que tocam repetitivamente as mesmas musiquinhas cansativas e ruins.

Criatividade da máquina

Segundo o estudo, publicado na revista Expert Systems with Applications, o programa é um "sistema inteligente capaz de gerar música automaticamente, garantindo o grau adequado de emotividade (para lidar com o ambiente criado) e originalidade (garantindo que a composição não se repita, seja original e sem fim)."

Os pesquisadores incorporaram no sistema de inteligência artificial os conceitos que eles acreditam suficientes para lidar com as emoções e os sentimentos de quem ouve a música. O resultado é um programa capaz de criar música autonomamente, numa espécie de "criatividade de máquina".

"Isto é algo que feito normalmente pelos seres humanos, embora eles não entendem como fazem isto. Na realidade, há numerosos processos envolvidos na criação da música e, infelizmente, nós continuamos sem entender muitos deles. Outros são tão complexos que nós não conseguimos analisá-los," diz Molina.
 
Rui Cruz nº25

terça-feira, 15 de março de 2011

Uma lista de Humanóides

O termo humanóide deriva do grego, que significa humano (humanus) e semelhante (-oide). Enquanto os humanóides foram uma vez um elemento popular na ficção científica, eles agora estão a aparecer em laboratórios de ciência em todo o mundo, como o laboratório NASA´s Johnson Space Center e em universidades como a de Carnegie Mellon nos Estados Unidos e Waseda no Japão.

Na medida em que os limites entre inteligência natural e artificial se tornam tão indistintos quanto o assunto em si, somos estimulados a imaginar quando chegará o dia em que a robótica mostrada pela ficção científica se tornará realidade.

Asimo



O mais revolucionário protótipo de robot da Honda, ASIMO fez grandes notícias em 2009. O andróide, um robô que lembra um homem, e parece-se com um astronauta, pode andar, correr, cumprimentar pessoas e trazer-lhe um uma bebida. Ele pode interpretar as posturas e gestos dos humanos, reconhecer rostos e deslocar-se ou dirigir-se as pessoas pelo nome em resposta.

Big Dog



Se encontrar o Big Dog na floresta, provavelmente pensará que está no meio do set de George Lucas em Star Wars. Completo, com uma visão estereoscópica e sistema de navegação, Big Dog foi desenvolvido para ir a qualquer lugar que um animal pode ir. Com 4 pernas articuladas ele pode correr a 4 milhas por hora e andar sobre a neve e água. Ele pesa 108kg e pode carregar 154kg de carga.

HRP 4C



HRP-4C foi criado pelo National Institute of Advanced Industrial Science and Technology em 2009 era o robo mais semelhante a uma fêmea humana. Com 125cm e 42kg, ela parece-se com uma jovem japonesa. Ela anda, balança como uma humana e se comunica usando tecnologia de reconhecimento de voz. HRP 4C apareceu em Tokyo, no Japão Fashion Week em março de 2009.

REEM-B





REEM-B foi construído em Espanha pela Pal Robotics com investimento dos Emirados Árabes. Este andróide tem quase 5125cm de altura com 5 dedos em cada mão e pode transportar objetos de até 25% do seu peso. REEM-B pode subir e descer escadas, jogar a bola e xadrez.

Justin



Justin é provavelmente o maior esforço da Europa em robótica. Vindo do centro espacial da Alemanha, ele, como o Twendy-One, tem a parte humanóide superior do seu corpo montado em cima de rodas. Justin controla com talento qualquer objecto devido a seus braços e mãos articulados.

CB2



Pesquisadores da Osaka University’s Graduate School of Engineering criaram um robot bebê. Nos seu metro de altura, CB2 pode encarar estranhos, gatinhar, alcançar brinquedos e falar como um bebê. Pesquisadores irão equipar o CB2 com um software de aprendizagem e estudá-lo enquanto ele vai tendo os obstáculos como caminhar e falar. Eles acreditam que sua aparência pode tornar mais fácil a comunicação com humanos.

Kaspar



Uma criança humanóide desenvolvida na University of Hertfordshire. Kaspar é parte do projecto Aurora, no qual os membros acreditam que os robots podem servir como ajuda educacional ou terapêutica para crianças com autismo. A pele dele é incorporada com sensores tácticos para interagir com crianças autistas que normalmente têm problemas com o toque de outras pessoas ou de serem tocadas.

Kobian



Kobian é mais um projecto japonês da Waseda University, é um robot humanóide com emoções. Ele não apenas usa as suas pernas e braços, mas também tem olhos, lábios e sobrancelhas. Ele pode chorar, ficar feliz, triste, surpreso e com raiva. Ele pode não ser o mais ágil dos robôs da lista, mas as suas expressões faciais fazem dele o mais esquisito.

Robonaut



Em cooperação com a DARPA a NASA’s Johnson Space Center construíram um robô humanóide astronauta, Robonaut, com actividade extra veicular, significando que ele é capaz de trabalhar fora, no espaço. Os criadores esperam que o Robonaut seja capaz de construir estações espaciais na lua ou em Marte, em situações que podem ser muito perigosas para humanos, e em última análise, ser capaz de cooperar com humanos reais na colonização do espaço. A agência espacial japonesa também está procurando distribuir um robô humanóide para aplicações espaciais.

Twendy-One



No esforço de trazer a robótica para a população mais madura, o cientistas e engenheiros japoneses da Waseda University no Japão, desenharam o Twendy-One, um sócia do ET, de plástico branco em rodas. Pesando aproximadamente 113kg , tem uma incrível destreza em pegar palhinhas e oferecer bebidas aos convidados. Os criadores esperam comercializar o robot em 2015.

Patrick Gnudi, nº24


KITT

Quando estamos a percorrer os canais da televisão à procura de algo para ver podemos deparar-nos com séries que provavelmente os nossos pais veriam. Considerando mais as séries de carácter fictício e futurista, parecem-nos séries com má qualidade, banda sonora antiquada e efeitos especiais que poderiam ser melhores, mas era aquilo que agarrava as pessoas à televisão, imaginando se aquilo tudo seria possível dentro de umas décadas.
Algumas coisas concretizaram-se. Lasers por exemplo, naves, carros supersónicos, entre outras 'invenções'.
KITT, uma série dos anos 80, tinha como protagonistas Michael Knight e o seu carro, KITT. Knight Industries Two Thousand, a sigla KITT, era um processador criado pela Knight Industries dotado de inteligência artificial que era utilizado pelo governo norte-americano. Acabou por ser definido que seria mais eficaz no combate ao crime, sendo instalado num carro.
O veículo tinha diversas características que há 30 anos atrás poderiam ser algo fora do comum e ainda por inventar, mas que agora, se ainda não existem, há já pessoas a desenvolver tecnologias nesse sentido. A carroçaria, por exemplo,  aguentava impactos, tiros, objectos arremessados, explosões, apesar de ataques demasiado perto pudessem causar danos. Modo silencioso, sensores de olfacto e audiovisuais (dando ao KITT 'sentidos'), laser, detector de explosivos, e até um dispositivo que quando Michael precisasse se ajuda, podia chamar o carro que ele iria ter com ele, etc... são extras que o carro incluía.
Mas o mais importante aqui é obviamente o processador. Este servia de inteligência artificial para o KITT, assemelhando-o a um humano. Podia pensar, aprender, comunicar com qualquer pessoa e fazer uso dos seus extras para estudar o ambiente ao redor e utilizá-los por vontade própria, o que lhe permitia conduzir sozinho (Michael podia ficar a jogar jogos instalados no carro). A maior parte do tempo falava em inglês mas, depois de uma rápida procura nos seus módulos de idiomas, podia falar fluentemente francês e espanhol e adaptar sotaques. Tinha ego e uma personalidade sensível. Por vezes não sabia o significado de palavras que Michael dizia, principalmente calão, pedindo a este que lhe explicasse o significado.
A sua velocidade de reacção era de 1 nanosegundo e tinha uma capacidade de memória de 1.000MB (não chega a 1GB).

Cláudia Balsa, nº8

Robô que visa a interacção entre robôs e humanos

Interação entre humanos e robôs é objetivo de novo robô humanóide
Pesquisadores do MIT apresentaram a "versão beta" do seu robô MDS, um pequeno robô humanóide que está a ser construído tendo como principal objectivo o entendimento das interacções entre humanos e robôs.

MDS é uma sigla para "Mobile/Dexterous/Social", e representand os três desafios que os engenheiros estão-se a propor a desenvolver: a mobilidade, a habilidade para lidar com objectos e a sociabilidade.

Mobilidade e equilíbrio

A mobilidade foi resolvida com a adopção da plataforma uBot5, desenvolvida por outro grupo de pesquisadores, na Universidade Amherst, também nos Estados Unidos. Esta plataforma é uma espécie de Segway em miniatura, composta por duas rodas em equilíbrio dinâmico.

Foram construídos quatro MDS, cada um medindo cerca de um metro de altura. Eles estão a ser utilizados em experiências de laboratório sobre a interacção com humanos, o trabalho em grupo e o ensinamento social, por meio da interacção com humanos.

Mãos e braços robóticos

Os braços, desproporcionalmente longos, têm cinco graus de liberdade e foram projectados tendo em vista a funcionalidade para pegar, segurar e transportar objectos do dia-a-dia. O robô é capaz de carregar objectos que pesem até 5 quilogramas.

As mãos têm três dedos, mais um polegar em posição oposta. O polegar e o indicador são controlados de forma independente, enquanto os dois dedos restantes têm funcionamento acoplado, movimentando-se em conjunto.

Robô com Linux

O cérebro dos MDS é um computador PC comum, rodando o sistema operacional Linux. Ele conta ainda com um processador gráfico, para tratar as imagens capturadas pelas duas câmaras digitais localizadas nos olhos do robô.

A navegação é feita por um sistema de rastreamento a laser, que permite que o robô não choque com obstáculos pelo laboratório.

Pele robótica

Como um dos principais objectivos da pesquisa é a interacção social do robô, foi dedicada especial atenção à sua pele. As coberturas de polímero, além de estéticas, funcionam com uma espécie de pele, dotadas de sensores capazes de identificar o toque humano - ou seja, o robô "sabe" quando alguém lhe está a tocar.

O pescoço tem quatro graus de liberdade para permitir um leve balancear da cabeça, além dos movimentos tradicionais de rotação X e Y e aproximação. Ao contrário de outros robôs humanóides, que costumam se mover em câmara lenta, o MDS move o pescoço rapidamente, em atendimento a gestos humanos naturais, como o apontar de uma direcção.

Expressão de emoções

O rosto do MDS tem nada menos do que 15 graus de liberdade, permitindo uma grande variedade de expressões, incluindo movimentos de sobrancelhas e uma mandíbula articulada. Para comparação, a fim de expressar todas as suas emoções, o rosto humano tem 80 músculos diferentes. Talvez isso explique o aspecto "tristonho" do MDS.

Completam o conjunto com uma câmara infravermelho, quatro microfones para permitir a localização de sons, um microfone e um alto-falante, para a emissão dos sons do sintetizador de voz.

Rui Cruz nº25

terça-feira, 1 de março de 2011

Chatbots

Um chatbot é um programa de computador designado para similar conversas com humanos utilizando diversos métodos, até onde a sua programação permitir. Um chatbot não entende o q lhe é dito, mas foi-lhe dado um “cérebro” e um sistema de padrões que lhe permite responder e que às vezes pode fazê-lo aparentemente esperto.  
Os chatbots são fáceis de utilizar, conversa-se textualmente através do computador. O bot usualmente apresenta-se e a conversa continua enquanto for interessante ou útil para a pessoa.
Há centenas de bots diferentes, desenvolvidos por diversas razões e variam entre bots simples com padrões básicos, até sistemas construídos utilizando algoritmos de aprendizagem que permitem que o bot expanda o seu conhecimento de linguagem. São criados puramente por diversão ou como parte de jogos interactivos, serviços de informação de Internet, guias de websites, agente comerciais online, entre outros. Muitos bots são designados para fornecer informações específicas e/ou direccionar o diálogo para tópicos específicos.
O seu funcionamento varia consoante a complexidade: alguns bots reconhecem apenas palavras-chave, outros expressões e há até aqueles que conseguem lidar com frases inteiras. Na sua maioria seguem princípios de lógica, mas os mais sofisticados, que possuem algoritmos de aprendizagem, podem armazenar informação e utilizá-la em conversas futuras. Isto permite que o bot expanda o seu conhecimento, ‘aprendendo’ novas frases, palavras ou expressões.
Cláudia Balsa, nº8

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

I.A. nos jogos: 'bots' do CS



O Counter-Strike permite o uso de robôs, usualmente chamados bots, que são jogadores controlados pelo computador dotados de inteligência artificial, capazes inclusive de trabalhar em equipa e julgar os melhores equipamentos para determinadas situações do jogo, e as tácticas mais eficazes. É um recurso útil para jogar sem haver ligação à Internet ou para treinar habilidades específicas, que são configuráveis em tais jogadores. Há quatro níveis de robôs: fácil, médio (normal), difícil e muito difícil (profissional), sendo possível controlar o modo de jogo desses bots. Pode-se fazer o download do bot oficial entrando em websites sobre o jogo, mas pode não funcionar no Steam (ferramenta para jogar o Counter-Strike original).

Cláudia Balsa, nº8

História da Inteligência Artifical em Jogos

Até às décadas de 60 e 70, os jogos electrónicos vinham somente com a opção de se jogar em “versus mode”. Com isso a indústria passou a perceber que oferecer a opção One Player resultaria em grande aumento de vendas e lucros.
Havia a necessidade de se implantarem adversários virtuais que agissem imitando um ser humano, para que assim os jogadores pudessem jogar sozinhos, sem perderem o desafio ou a diversão. No ano de 1978, o jogo Space Invaders implantou as primeiras entidades inteligentes em jogos.
O conceito de máquinas que simulassem o raciocínio humano para jogos é bem antigo- um exemplo disso é “O Turco”, criado por Wolfgang Von Kempelen, que supostamente jogava xadrez com perfeição.
Cláudia Balsa, nº8

Ao serviço da saúde

 A Panasonic lançou um robô que é capaz de distribuir remédios em hospitais. O objectivo é fazer com que médicos e enfermeiros fiquem livres para tratar de casos mais urgentes.
 O robô estará conectado a um banco de dados que conterá os dados de todas as fichas médicas e prescrições. Segundo o site “TG Daily”, o robô deve levar apenas duas horas para entregar os medicamentos num hospital com 400 doentes, um trabalho que levaria quatro horas para ser feito por um humano.
 O robô deveria ter começado a ser vendido em março/2010, no entanto foi adiado um ano de acordo com o blog Huffington Post, por isso o seu lançamento deve estar próximo.
robo21


 Outro robot anunciado foi o robô "21" (na figura acima) desenvolvido na universidade de Tóquio que dará mais segurança para as pessoas doentes. As suas mãos são feitas de um tipo especial de silicone que simulam a textura da pele humana.
 O robot, por exemplo, ajuda a pessoa doente a se levantar da cama, além de outras habilidades. Ele consegue fazer uma torrada, abrir o frigorifico para pegar no ketchup, uma caneta no chão e também consegue apanhar um palhinha, manipulando-a com delicadeza entre os dedos e colocando-o no copo de refrigerante.

Patrick Gnudi, nº24

SPR

Faixa publicitária
Aqui fica o site da SPR ( Sociedade Portuguesa de Robotica )
Em que encontram que prémios anuais eles dão.
E todo o conhecimento sobre a robótica que se encontra em Portugal.


Rui Cruz nº25

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O que é inteligência Artificial - Em português



Patrick Gnudi, nº24

Inteligência artificial se equiparará à humana em 2029.

O cientista americano Ray Kurzweil afirmou que a humanidade chegará a um ponto em que se submeterá a implantes de pequenos robôs para se tornar mais inteligente, e isto pode estar num futuro não muito distante.
O especialista acredita que a inteligência artificial de computadores se equiparará à inteligência humana em 2029, conforme noticiou o site The Inquirer.
Numa entrevista à BBC, Kurzweil afirmou acreditar que máquinas e humanos se unirão através de implantes que ampliarão tanto a inteligência quanto a saúde. “Mas não será uma invasão alienígena de máquinas inteligentes para nos substituir”.
“Já somos uma civilização homem-máquina; usamos a nossa tecnologia para expandir os nossos horizontes físicos e mentais e isto será uma extensão”, defendeu. Caso o engenheiro esteja certo, em breve nanorobôs interagirão diretamente com os neurónios, ajudando a melhorar a memória e permitindo que as pessoas se conectem a ambientes virtuais automaticamente via sistema nervoso.
Kurzweil é um dos 18 pensadores mais influentes escolhidos pela Academia de Engenharia dos Estados Unidos para identificar os grandes desafios tecnológicos que a humanidade enfrentará no século XXI. Entre os outros pensadores estão Larry Page (fundador do Google) e Craig Venter (pioneiro na decodificação do genoma).

Cláudia Balsa, nº8

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Computadores poderão substituir cientistas na geração de hipóteses

Ciência informatizada
Há décadas que os computadores têm ajudado os cientistas a armazenar, processar e analisar dados. De modo crescente, uma explosão de novos conhecimentos e de novos dados tem mudado o panorama científico. Além disso, a tecnologia amplia continuamente o poder dos computadores.
Neste novo contexto, as máquinas poderão passar de simples analisadores de dados para a formulação de hipóteses, entrando em uma área até então exclusiva aos humanos.
"Os cientistas hoje não podem mais ter a ilusão de analisar manualmente todos os artigos científicos publicados que são relevantes para o seu trabalho," afirmam certos cientistas.
Assim, se já são úteis para armazenar, manipular e analisar dados, o progresso tecnológico começa a deixar os computadores prontos para darem o próximo passo.

Cientistas de silício
Segundo os pesquisadores, brevemente os computadores serão capazes de gerar hipóteses sem dependerem da ajuda dos cientistas humanos, ou dependendo muito pouco deles.
A verdade é que os robôs estão cada vez menos dependentes dos seus criadores.
O impacto alcançaria inúmeras áreas da ciência, mas seria mais notório em áreas como física, química, biomedicina e ciências sociais.

Mineração científica
Muitos pesquisadores defendem que o grande volume de dados gerados por experiências científicas nas áreas da genética, da biologia do cancro ou das colisões de partículas, está a deixar obsoleto o mecanismo de geração de hipóteses e os seus testes experimentais.
Em vez disso, algoritmos de mineração de dados seriam mais adequados, capturando padrões no meio do terabytes de dados.
Cientistas combatem essa visão, afirmando que equivale a entrar numa floresta sem um guia. Sem qualquer informação sobre o ambiente e seus perigos, o mais provável é que os dados sejam classificados incorrectamente.
Antigamente, as abordagens computacionais eram mais bem sucedidas em sistemas pequenos, do que em sistemas maiores, mais complexos mas menos estudados. A explosão de dados de grandes experiências faz com que os pesquisadores se deparem com sistrmas muito mais complexos.

Cláudia Balsa, nº8

Robótica na medicina

O uso da robótica na medicina é algo recente, mas tem se mostrando uma nova ligação bastante promissora, começando a se tornar algo indispensável.

Quando mencionamos a palavra "robô" podemos pensar em diferentes coisas. Alguns imaginam um humanóide metálico, outros um aparato industrial e outros na perda de sua fonte de trabalho.

Quais as razões de utilizarmos robôs na medicina, em especial nas cirurgias?

Existem várias, onde podemos citar: velocidade, precisão, repetição, fiabilidade e boa relação custo/benefício. Por exemplo, um braço robótico que sustenta um endoscópio com uma câmara durante uma cirurgia não sofre de qualquer fadiga, não importando quanto tempo dure a cirurgia, não apresentará tremores e realizará o seu trabalho adequadamente, seja na décima ou centésima cirurgia, tal como na primeira.

Claro que o uso de robôs não está restrito apenas a isso. A sua eficácia tem sido demonstrada em outras áreas como na distribuição de remédios dentro de hospitais, robôs para reabilitação, para simulação de traumas e cirurgias, etc.

É um passo mais avançado, em uma cirurgia robótica o robô é quem executa o procedimento cirúrgico controlado por um programa de computador. Neste caso, o cirurgião participa no planeamento do procedimento, mas é um mero observador na execução do mesmo. Com isso asseguramos, entre outras coisas, que não existirão desvios na trajectória planeada, teremos alta segurança com velocidade e manobras totalmente precisas.

Rui Cruz nº25

O computador como um verdadeiro parceiro

Trabalhar com humanos

“Eu adoro trabalhar com humanos e tenho relações muito estimulantes com eles.” As palavras são do computador HAL 9000. No filme 2010, o computador é novamente responsável por controlar a nave que tenta esclarecer o que aconteceu de errado na missão de 2001: Uma Odisseia no Espaço.

A menos de dois meses de 2010, parece que a ficção está bem à frente da realidade. Mas pesquisadores da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, parecem dispostos a compensar um pouco desse atraso.

Interacção aprimorada

Os cientistas estão a desenvolver o conceito de “interacção ampliada,” segundo a qual os computadores terão “vontade” de comunicar com os humanos, aprender com eles e conhecer cada usuário como um indivíduo, como os seus gostos e preferências.

Por trás desta interacção humano-computador mais cheia de significados está um dos últimos avanços no campo do aprendizagem de máquina e da inteligência artificial.

A ideia é que o computador não se limite a aprender a partir dos seus erros e de sua experiência – ele deverá ouvir o usuário e tentar combinar o que ele “ouve” com suas próprias “computações” internas para alterar os seus programas de forma a completar as suas tarefas de forma mais eficiente e mais agradável aos usuários.

Como falar com o computador

O desafio começa com a constatação de que “falar” com um computador – algo como dar-lhe um feedback – está longe de ser uma tarefa trivial.

Por isso, os pesquisadores estão concentrandos no desenvolvimento de ferramentas que permitam a um usuário não-especializado seja capaz de explicar directamente ao computador qual falha que ele cometeu e o por quê.

“Há limites para o que o computador pode fazer com base unicamente nas suas observações e na aprendizagem a partir de tarefas similares executadas anteriormente,” explica a Dra. Margaret Burnett. “O computador precisa de entender não apenas o que ele fez certo ou errado, mas por quê. E, para isso, ele precisa de interagir com os humanos e efetuar alterações contínuas na sua própria programação, com base nos feedbacks que receber.”

Além das respostas binárias

Um sistema no qual o computador aprende pela experiência é o filtro de mensagens indesejadas (spam) dos leitores de email. Os sistemas das lojas virtuais, que tentam recomendar produtos ao internauta com base nas suas compras anteriores e nos produtos que ele procura também funciona assim.

Esses sistemas funcionam com base em vários tipos de lógica, que incluem a estatística de palavras, regras de configuração, similaridades etc. Mas mesmo os sistemas mais avançados somente permitem que o usuário diga ao computador se ele está certo ou errado – esta mensagem é spam ou não é spam, tenho ou não interesse nesse produto, por exemplo.

Os programas não possuem sofisticação suficiente para que o usuário responda a qualquer coisa parecida como “mais ou menos,” “agora não,” ou que simplesmente dê uma razão para o erro de avaliação do sistema.

“Em casos assim, nós queremos desenvolver algoritmos que permitam ao usuário perguntar ao computador porque ele fez algo, ler a sua resposta e então explicar-lhe as razões do erro,” explica Weng-Keen Wong, outro membro da equipa. “Isso é como debugar um programa. Idealmente, o computador irá levar a resposta em conta e mudar a sua programação para fazer melhor no futuro.”

Personalização das interfaces

O mesmo enfoque está a ser adoptado na personalização da interface do computador. Os sistemas operacionais apresentam sua interface de acordo com o usuário que entrou em contacto com a máquina, mas cada usuário deve alterar manualmente a sua interface se quiser que ela atenda às suas necessidades.

“Cada um de nós tem experiências de vida muito particulares, preferências pessoais, formas de fazer as coisas, diferentes tipos de trabalho,” diz Burnett. “Para que o aprendizado da máquina atinja o seu potencial máximo, o computador e o usuário deverão interagir de forma muito mais significativa.”

O maior desafio que os cientistas da computação estão a enfrentar é a criação de sistemas interactivos que sejam fáceis de operar. Afinal, o objectivo é que os novos sistemas sejam usados por usuários comuns, e não por programadores de computador.

Finalmente sem professores

Outro detalhe mencionado pelos pesquisadores é que os humanos nem sempre são os mestres. Num estudo encerrado recentemente, os usuários discordaram de algo que o computador tinha feito em 28% das vezes. Em cerca de um quarto desses casos, o computador estava de facto certo e o usuário estava errado.

Isso complica ainda mais as coisas, uma vez que o aprendizado precisa ser uma via de mão-dupla – um usuário teimoso pode simplesmente querer que o computador aprenda algo que está de facto errado, o que não resultará em benefícios para nenhum deles.

Computadores mais úteis

A era dos humanos como observadores passivos no campo da inteligência artificial, afirmam os cientistas, pode estar chegando ao fim.

“No futuro, nós acreditamos que os computadores deverão funcionar como um parceiro,” afirma Burnett. “Você ajudará a ensiná-lo, ele aprenderá a conhecê-los, vocês aprenderão um do outro e, desta forma, o computador se tornará mais útil.”

Patrick Gnudi, nº24
Cláudia Balsa, nº8

 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Carros que conduzem sozinhos

A Google que todos conhecemos alterou Toyotas Prius, adicionando sistemas de hardware e software que conduzem o veículo, não sendo necessária intervenção humana. A frota dos carros auto-conduzidos já viajou cerca de 225000km nas estradas da califórnia, e o único acidente sofrido foi um carro externo que bateu num dos da Google num semáforo vermelho. Os carros não viajam sozinhos pelo meio do trânsito: neles viajam, sem intervir a não ser que necessário, um condutor e um técnico que analisa o comportamento do sistema.
O desenvolvimento destes carros tem como objectivo a poupança de tempo às pessoas, a diminuição do tráfego, a redução da emissão de poluentes e obviamente, a redução de acidentes.

Em baixo, uma imagem legendada que mostra os componentes do veículo e as suas funções.



Cláudia Balsa, nº8

Comunicação entre computadores e pessoas

Algumas máquinas já perderam o som metálico e em breve serão capazes de conversar, em várias línguas. Os sintetizadores de voz têm cada vez mais semelhanças à voz humana, mas ainda existem alguns obstáculos. Destes obstáculos, é de destacar as diferenças verbais entre as pessoas. Nem todas as pessoas falam da mesma maneira. Existem diferentes sotaques, maneiras de falar, e até mesmo sons e interjeições que baralham os computadores.

Com o objectivo de construir robôs que consigam conversar com humanos, os investigadores trabalham com diferentes línguas numa matéria que combina cultura e tecnologia. O reconhecimento de voz pelos computadores tem outras aplicações, como a tradução simultânea de uma língua para outra. Os sotaques continuam a ser um desafio, mas a curto prazo podem derrubar barreiras culturais por causa das línguas.

Cláudia Balsa, nº8

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Robôs cirurgiões

As cirurgias realizadas por robôs são actualmente uma realidade. A utilização de braços robóticos é extremamente comum desde há alguns anos, mas já foram realizadas cirurgias unicamente por robôs.
Um entrave à máxima eficácia do robô é a mobilidade. É necessário que o paciente se encontre completamente imóvel, o que não acontrece em, por exemplo, cirurgias cardíacas. O constante bater do coração é um risco que pode originar danos. O mesmo pode acontecer em cirurgias delicadas no cérebro, pois o movimento das artérias e veias pode impedir a precisão do robô.
A utilização de robôs em cirurgias delicadas viu a luz ao fundo do túnel: uma equipa de cientistas em França desenvolveu um modemo computorizado em 3D que é capaz de acompanhar o movimento dos órgão, por exemplo, acompanhando o movimento da superfície do coração conforme os seus batimentos.
Com a inserção dos dados do modelo no programa do robô cirurgião, os seus instrumentos movimentam-se de forma coordenada com o batimento do coração.
As cirurgias muito delicadas, realizadas por humanos, requerem que  coração esteja parado temporariamente. A nova tecnologia dos robôs permitirá uma redução dos riscos, já que este importante órgão pode continuar as suas funções durante o procedimento.
Além do coração, o modelo 3D computadorizado também acompanha o movimento da parede torácica do paciente durante a respiração, o que amplia sua possibilidade de utilização em outras cirurgias, melhorando o desempenho dos robôs cirurgiões de forma geral.
Com o desenvolvimento dos robôs cirurgiões, abrem-se portas para cirurgias muito raramente feitas devido aos riscos superarem os benefícios de uma cirurgia manual.

Cláudia Balsa, nº8

Futuro das relações humanas

Robots futuras parceiras sexuais? E relação entre homem/mulher acaba?


Em meados deste século, fazer sexo com uma mulher fatal electrónica, ou com um homem robô superdotado, e conversar com o parceiro depois, não é uma ideia tão despropositada como pode parecer, tendo em conta o rápido desenvolvimento da inteligência artificial.

É o que pensa David Levy, autor de "Sexo com os Robôs: a evolução das relações entre Humanos e Robôs". "Imaginem: sexo à vontade, as 24 horas do dia, os sete dias da semana!", exclama.

Nem todos, no entanto, compartilham esta visão de um futuro na qual os humanóides seriam fonte de prazer tórrido na cama, e após o acto sexual quem quiser poderá até, como "plus", ter uma conversinha pré-programada.

Muitos acham que isso é possível, levando em conta os progressos realizados na reprodução dos músculos e dos movimentos humanos, ou na inteligência artificial - concretamente na imitação de emoções e de aspectos da personalidade.

Em Novembro passado, investigadores da Universidade de Waseda, no Japão, apresentaram um robô que sabe cozinhar e utilizar as mãos suaves, banhadas em silicone para interagir com os humanos. Segundo Levy, o robô sexual Gigolo Joe, vivido por Jude Law no cinema e criado para dar um auxílio emocional, além de prazer sexual, poderá tornar-se algo real em menos de quarenta anos.

Outros especialistas são cépticos. "Não acho que possamos ter robôs 'parecidos com os humanos' nesse período de tempo", considera Frédéric Kaplan, investigador da Escola Politécnica Federal de Lausane, Suíça. Kaplan, programador do cérebro do cãozinho robótico da Sony "Aibo", interroga-se se verdadeiramente queremos robôs à nossa imagem e semelhança. "As interacções entre máquinas e humanos serão interessantes em si mesmas, não em termos de + simulações + de relações humanas", disse.

Levy, ao contrário, está convencido que existe procura nesta área. Uma empresa japonesa, a Axis, já fabricou aqueles que poderiam ser considerados os primeiros robôs sexuais. Eles chamam-se Honeydolls e são bonecas de resina e silicone em tamanho real equipadas em cada seio com sensores conectados a um som. Se o "utilizador" beliscar os mamilos, Cindy dará gritos de prazer e sussurrará palavras melosas ao pé do ouvido.

As mulheres também se deixarão tentar pelos robôs sexuais, considera Levy. Ele acredita firmemente no aumento das vendas de massagens vibratórias no mundo inteiro e na queda de tabus.

O que para Levy representa uma vida sexual desenfreada sem sentimento de culpa e livre do contágio de doenças sexualmente transmissíveis significa para outros um pesadelo desesperador. "Parece descabido pensar que seres humanos se vão relacionar com robôs", afirma a sexóloga americana Yvonne K. Fulbright, embora reconheça que os robôs sexuais têm lugar no mercado. "Há um verdadeiro problema com os robôs sexuais: as pessoas sentir-se-ão fracassadas se esta for a sua única solução", adianta

Rui Cruz nº25

Fazer Sudoku por diversão

Robot com o kit LEGO Mindstorms NXT resolve Sudokus, o quebra-cabeça mais popular do mundo.



Patrick Gnudi, nº24

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Revolução digital nos automóveis apresentados na feira CES 2011




A CES (Consumer Electonics Show) é a maior feira tecnológica do mundo, que acontece nos EUA.
Resumindo as novas apostas nos automóveis apresentados, pode-se dizer que a indústria automobilística começa a entrar naquilo que hoje em dia todos parecem ter: acesso à internet.
A Ford, por exemplo, incluiu funcionalidades nos seus carros que permitem aos condutores, através do telemóvel, possam saber a bateria restante do seu veículo ou saber onde fica a bomba de gasolina mais próxima, podendo criar uma rota.
A Hyundai, fabricante que inovou em sistemas anti-roubo, desenvolveu um software, o Blue Link, que estabelece um limite de deslocamento máximo do veículo. O carro trava progressivamente se o limite for ultrapassado e o proprietário recebe um aviso no telemóvel.
A General Motors referiu que o seu automóvel Buick Lacrosse, na sua versão de 2011 poderá ter câmaras embutidas que poderão filmar os impactos ao carro e farão um upload para a internet, servindo assim como prova de um acidente.

A conexão à internet dos automóveis, segundo algunas analistas, carece de potentes sistemas de defesa que poderão não ser eficazes em caso de ataques de hackers. Estes analistas consideram a possibilidade de roubo de informações pessoais e a possibilidade de, no futuro, os hackers poderem controlar um carro à distância.

Cláudia Balsa, nº8

Robô que é capaz de tomar decisões



icub



Robôs que tomam decisões por si proprios até o momento estão restritos a filmes de ficção científica. Mas uma figura do tamanho de uma criança, com olhos grandes e um rosto branco, está se esforçando por transformar a ficção em realidade.
Seu nome é iCub, e os cientistas esperam que aprenda a adaptar o seu comportamento às circunstâncias mutáveis, oferecendo novas perspectivas sobre o desenvolvimento da consciência humana.
Seis versões do iCub existem em laboratórios da Europa, onde os cientistas estão alterando minuciosamente o seu cérebro eletrônico de maneira a que o robô seja capaz de aprender tal como uma criança.
“Nosso objetivo é realmente compreender algo que é muito humano: a capacidade de cooperar, de compreender o que outra pessoa deseja que façamos, e de podermos nos alinhar com elas e trabalhar juntos”, disse Peter Ford Dominey, diretor da pesquisa.
O iCub tem cerca de um metro de altura e conta com tronco, braços e pernas articulados e feitos de complexos circuitos eletrônicos. O robô tem um rosto branco, com traços de nariz e grandes olhos redondos capazes de ver e acompanhar o movimento dos objectos.
“Vamos jogar um jogo velho ou um jogo novo?”, perguntou o iCub a Dominey, numa recente experiência conduzida em um laboratório de Lyon, no sudeste da França. A sua voz era robótica, o que era de esperar, mas o robô fez a pergunta com uma entuação interrogativa, tal como uma pessoa faria quando fizesse uma pergunta.
O “jogo” envolvia uma pessoa que apanhava uma caixa, revelando um brinquedo que se encontrava por baixo dela. Depois, uma segunda pessoa levantava o objeto e voltava a colocá-lo no lugar. Por fim, a primeira pessoa reposicionava a caixa por cima do brinquedo.
Depois de assistir a dois seres humanos que realizaram essas ações, o iCub aprendeu como participar na diversão.
“O robô está a demonstrar que é capaz de mudar de papel. Pode desempenhar o papel da primeira ou o da segunda pessoa nessa interacção”, disse Dominey, que recebeu verbas da União Europeia para seu trabalho com o iCub.
Embora passatempos simples como esses possam parecer decepcionantes para os fãs de C-3PO –o robô dos filmes “Guerra nas Estrelas”, que se gaba de fluência em 6 milhões de formas de comunicação–, eles estão na vanguarda da robótica e apresentam claro interesse científico.

Rui Cruz nº25

Sistema em pneus alerta sobre furos, entre outros

Provavelmente muitos já conheciam os pneus com sensores que medem a pressão do mesmo, alertando o condutor se esta estiver baixa. Esta tecnologia foi inovada nos EUA e agora existem pneus com camadas com capacidades eléctricas diferentes que permitem a capacidade de detectar alterações em qualquer parte do pneu. Em conjunto com um sistema que interpreta sinais eléctricos, o condutor pode ser alertado em caso de furo, corte, defeito de fabrico, desgaste ou posicionamento incorrecto do pneu. E além do problema, fornece dados sobre a localização.

Cláudia Balsa, nº8

Projecto MMP

O projecto MMP(Mind Machine Project) é o projecto que o MIT(Massachusetts Institute of Technology) está a ser realizado com objectivo de redefinir a Inteligência Artificial.
O objectivo deste projecto é rever os fundamentos primários da Inteligência Artificial para realizar melhorias e correcções para poder avançar nos próximos anos nas três áreas principais da I.A. – Mente, memória e corpo.
Um facto importante em relação a este projecto é que o mesmo pretende eliminar/substituir o Teste de Turing.
A ideia agora é fazer com que as três áreas trabalhem juntas.
Esse projecto tem já cinco anos e actualmente possui um financiamento de 5 milhões de dólares.

Para saber mais clique: http://mmp.cba.mit.edu/
Fonte: http://web.mit.edu/

Patrick Gnudi, nº24

Teste de Turing

O Teste de Turing é um teste proposto por Alan Turing em numa publicação de 1950 chamada "Computing Machinery and Intelligence" cujo objectivo era determinar se um programa de computador é ou não inteligente. O programa é inteligente se a pessoa que participa no teste não for capaz de dizer se foi o programa ou um ser humano que respondeu às suas perguntas.
O teste consiste em numa conversa entre dois humanos e um computador, este tem o objectivo de parecer mais Humano possível.
Todos os participantes são colocados em ambientes isolados. Se um árbitro ( um dos dois Humanos)  não puder identificar de maneira concreta qual dos participantes é o computador, então o computador passou o teste. A fim de testar a inteligência do programa de computador, e não simplesmente a sua habilidade em transformar palavras em sons, a conversa é limitada a um canal de texto, como um teclado e tela de computador.

Patrick Gnudi, nº24