terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

I.A. nos jogos: 'bots' do CS



O Counter-Strike permite o uso de robôs, usualmente chamados bots, que são jogadores controlados pelo computador dotados de inteligência artificial, capazes inclusive de trabalhar em equipa e julgar os melhores equipamentos para determinadas situações do jogo, e as tácticas mais eficazes. É um recurso útil para jogar sem haver ligação à Internet ou para treinar habilidades específicas, que são configuráveis em tais jogadores. Há quatro níveis de robôs: fácil, médio (normal), difícil e muito difícil (profissional), sendo possível controlar o modo de jogo desses bots. Pode-se fazer o download do bot oficial entrando em websites sobre o jogo, mas pode não funcionar no Steam (ferramenta para jogar o Counter-Strike original).

Cláudia Balsa, nº8

História da Inteligência Artifical em Jogos

Até às décadas de 60 e 70, os jogos electrónicos vinham somente com a opção de se jogar em “versus mode”. Com isso a indústria passou a perceber que oferecer a opção One Player resultaria em grande aumento de vendas e lucros.
Havia a necessidade de se implantarem adversários virtuais que agissem imitando um ser humano, para que assim os jogadores pudessem jogar sozinhos, sem perderem o desafio ou a diversão. No ano de 1978, o jogo Space Invaders implantou as primeiras entidades inteligentes em jogos.
O conceito de máquinas que simulassem o raciocínio humano para jogos é bem antigo- um exemplo disso é “O Turco”, criado por Wolfgang Von Kempelen, que supostamente jogava xadrez com perfeição.
Cláudia Balsa, nº8

Ao serviço da saúde

 A Panasonic lançou um robô que é capaz de distribuir remédios em hospitais. O objectivo é fazer com que médicos e enfermeiros fiquem livres para tratar de casos mais urgentes.
 O robô estará conectado a um banco de dados que conterá os dados de todas as fichas médicas e prescrições. Segundo o site “TG Daily”, o robô deve levar apenas duas horas para entregar os medicamentos num hospital com 400 doentes, um trabalho que levaria quatro horas para ser feito por um humano.
 O robô deveria ter começado a ser vendido em março/2010, no entanto foi adiado um ano de acordo com o blog Huffington Post, por isso o seu lançamento deve estar próximo.
robo21


 Outro robot anunciado foi o robô "21" (na figura acima) desenvolvido na universidade de Tóquio que dará mais segurança para as pessoas doentes. As suas mãos são feitas de um tipo especial de silicone que simulam a textura da pele humana.
 O robot, por exemplo, ajuda a pessoa doente a se levantar da cama, além de outras habilidades. Ele consegue fazer uma torrada, abrir o frigorifico para pegar no ketchup, uma caneta no chão e também consegue apanhar um palhinha, manipulando-a com delicadeza entre os dedos e colocando-o no copo de refrigerante.

Patrick Gnudi, nº24

SPR

Faixa publicitária
Aqui fica o site da SPR ( Sociedade Portuguesa de Robotica )
Em que encontram que prémios anuais eles dão.
E todo o conhecimento sobre a robótica que se encontra em Portugal.


Rui Cruz nº25

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O que é inteligência Artificial - Em português



Patrick Gnudi, nº24

Inteligência artificial se equiparará à humana em 2029.

O cientista americano Ray Kurzweil afirmou que a humanidade chegará a um ponto em que se submeterá a implantes de pequenos robôs para se tornar mais inteligente, e isto pode estar num futuro não muito distante.
O especialista acredita que a inteligência artificial de computadores se equiparará à inteligência humana em 2029, conforme noticiou o site The Inquirer.
Numa entrevista à BBC, Kurzweil afirmou acreditar que máquinas e humanos se unirão através de implantes que ampliarão tanto a inteligência quanto a saúde. “Mas não será uma invasão alienígena de máquinas inteligentes para nos substituir”.
“Já somos uma civilização homem-máquina; usamos a nossa tecnologia para expandir os nossos horizontes físicos e mentais e isto será uma extensão”, defendeu. Caso o engenheiro esteja certo, em breve nanorobôs interagirão diretamente com os neurónios, ajudando a melhorar a memória e permitindo que as pessoas se conectem a ambientes virtuais automaticamente via sistema nervoso.
Kurzweil é um dos 18 pensadores mais influentes escolhidos pela Academia de Engenharia dos Estados Unidos para identificar os grandes desafios tecnológicos que a humanidade enfrentará no século XXI. Entre os outros pensadores estão Larry Page (fundador do Google) e Craig Venter (pioneiro na decodificação do genoma).

Cláudia Balsa, nº8

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Computadores poderão substituir cientistas na geração de hipóteses

Ciência informatizada
Há décadas que os computadores têm ajudado os cientistas a armazenar, processar e analisar dados. De modo crescente, uma explosão de novos conhecimentos e de novos dados tem mudado o panorama científico. Além disso, a tecnologia amplia continuamente o poder dos computadores.
Neste novo contexto, as máquinas poderão passar de simples analisadores de dados para a formulação de hipóteses, entrando em uma área até então exclusiva aos humanos.
"Os cientistas hoje não podem mais ter a ilusão de analisar manualmente todos os artigos científicos publicados que são relevantes para o seu trabalho," afirmam certos cientistas.
Assim, se já são úteis para armazenar, manipular e analisar dados, o progresso tecnológico começa a deixar os computadores prontos para darem o próximo passo.

Cientistas de silício
Segundo os pesquisadores, brevemente os computadores serão capazes de gerar hipóteses sem dependerem da ajuda dos cientistas humanos, ou dependendo muito pouco deles.
A verdade é que os robôs estão cada vez menos dependentes dos seus criadores.
O impacto alcançaria inúmeras áreas da ciência, mas seria mais notório em áreas como física, química, biomedicina e ciências sociais.

Mineração científica
Muitos pesquisadores defendem que o grande volume de dados gerados por experiências científicas nas áreas da genética, da biologia do cancro ou das colisões de partículas, está a deixar obsoleto o mecanismo de geração de hipóteses e os seus testes experimentais.
Em vez disso, algoritmos de mineração de dados seriam mais adequados, capturando padrões no meio do terabytes de dados.
Cientistas combatem essa visão, afirmando que equivale a entrar numa floresta sem um guia. Sem qualquer informação sobre o ambiente e seus perigos, o mais provável é que os dados sejam classificados incorrectamente.
Antigamente, as abordagens computacionais eram mais bem sucedidas em sistemas pequenos, do que em sistemas maiores, mais complexos mas menos estudados. A explosão de dados de grandes experiências faz com que os pesquisadores se deparem com sistrmas muito mais complexos.

Cláudia Balsa, nº8

Robótica na medicina

O uso da robótica na medicina é algo recente, mas tem se mostrando uma nova ligação bastante promissora, começando a se tornar algo indispensável.

Quando mencionamos a palavra "robô" podemos pensar em diferentes coisas. Alguns imaginam um humanóide metálico, outros um aparato industrial e outros na perda de sua fonte de trabalho.

Quais as razões de utilizarmos robôs na medicina, em especial nas cirurgias?

Existem várias, onde podemos citar: velocidade, precisão, repetição, fiabilidade e boa relação custo/benefício. Por exemplo, um braço robótico que sustenta um endoscópio com uma câmara durante uma cirurgia não sofre de qualquer fadiga, não importando quanto tempo dure a cirurgia, não apresentará tremores e realizará o seu trabalho adequadamente, seja na décima ou centésima cirurgia, tal como na primeira.

Claro que o uso de robôs não está restrito apenas a isso. A sua eficácia tem sido demonstrada em outras áreas como na distribuição de remédios dentro de hospitais, robôs para reabilitação, para simulação de traumas e cirurgias, etc.

É um passo mais avançado, em uma cirurgia robótica o robô é quem executa o procedimento cirúrgico controlado por um programa de computador. Neste caso, o cirurgião participa no planeamento do procedimento, mas é um mero observador na execução do mesmo. Com isso asseguramos, entre outras coisas, que não existirão desvios na trajectória planeada, teremos alta segurança com velocidade e manobras totalmente precisas.

Rui Cruz nº25

O computador como um verdadeiro parceiro

Trabalhar com humanos

“Eu adoro trabalhar com humanos e tenho relações muito estimulantes com eles.” As palavras são do computador HAL 9000. No filme 2010, o computador é novamente responsável por controlar a nave que tenta esclarecer o que aconteceu de errado na missão de 2001: Uma Odisseia no Espaço.

A menos de dois meses de 2010, parece que a ficção está bem à frente da realidade. Mas pesquisadores da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, parecem dispostos a compensar um pouco desse atraso.

Interacção aprimorada

Os cientistas estão a desenvolver o conceito de “interacção ampliada,” segundo a qual os computadores terão “vontade” de comunicar com os humanos, aprender com eles e conhecer cada usuário como um indivíduo, como os seus gostos e preferências.

Por trás desta interacção humano-computador mais cheia de significados está um dos últimos avanços no campo do aprendizagem de máquina e da inteligência artificial.

A ideia é que o computador não se limite a aprender a partir dos seus erros e de sua experiência – ele deverá ouvir o usuário e tentar combinar o que ele “ouve” com suas próprias “computações” internas para alterar os seus programas de forma a completar as suas tarefas de forma mais eficiente e mais agradável aos usuários.

Como falar com o computador

O desafio começa com a constatação de que “falar” com um computador – algo como dar-lhe um feedback – está longe de ser uma tarefa trivial.

Por isso, os pesquisadores estão concentrandos no desenvolvimento de ferramentas que permitam a um usuário não-especializado seja capaz de explicar directamente ao computador qual falha que ele cometeu e o por quê.

“Há limites para o que o computador pode fazer com base unicamente nas suas observações e na aprendizagem a partir de tarefas similares executadas anteriormente,” explica a Dra. Margaret Burnett. “O computador precisa de entender não apenas o que ele fez certo ou errado, mas por quê. E, para isso, ele precisa de interagir com os humanos e efetuar alterações contínuas na sua própria programação, com base nos feedbacks que receber.”

Além das respostas binárias

Um sistema no qual o computador aprende pela experiência é o filtro de mensagens indesejadas (spam) dos leitores de email. Os sistemas das lojas virtuais, que tentam recomendar produtos ao internauta com base nas suas compras anteriores e nos produtos que ele procura também funciona assim.

Esses sistemas funcionam com base em vários tipos de lógica, que incluem a estatística de palavras, regras de configuração, similaridades etc. Mas mesmo os sistemas mais avançados somente permitem que o usuário diga ao computador se ele está certo ou errado – esta mensagem é spam ou não é spam, tenho ou não interesse nesse produto, por exemplo.

Os programas não possuem sofisticação suficiente para que o usuário responda a qualquer coisa parecida como “mais ou menos,” “agora não,” ou que simplesmente dê uma razão para o erro de avaliação do sistema.

“Em casos assim, nós queremos desenvolver algoritmos que permitam ao usuário perguntar ao computador porque ele fez algo, ler a sua resposta e então explicar-lhe as razões do erro,” explica Weng-Keen Wong, outro membro da equipa. “Isso é como debugar um programa. Idealmente, o computador irá levar a resposta em conta e mudar a sua programação para fazer melhor no futuro.”

Personalização das interfaces

O mesmo enfoque está a ser adoptado na personalização da interface do computador. Os sistemas operacionais apresentam sua interface de acordo com o usuário que entrou em contacto com a máquina, mas cada usuário deve alterar manualmente a sua interface se quiser que ela atenda às suas necessidades.

“Cada um de nós tem experiências de vida muito particulares, preferências pessoais, formas de fazer as coisas, diferentes tipos de trabalho,” diz Burnett. “Para que o aprendizado da máquina atinja o seu potencial máximo, o computador e o usuário deverão interagir de forma muito mais significativa.”

O maior desafio que os cientistas da computação estão a enfrentar é a criação de sistemas interactivos que sejam fáceis de operar. Afinal, o objectivo é que os novos sistemas sejam usados por usuários comuns, e não por programadores de computador.

Finalmente sem professores

Outro detalhe mencionado pelos pesquisadores é que os humanos nem sempre são os mestres. Num estudo encerrado recentemente, os usuários discordaram de algo que o computador tinha feito em 28% das vezes. Em cerca de um quarto desses casos, o computador estava de facto certo e o usuário estava errado.

Isso complica ainda mais as coisas, uma vez que o aprendizado precisa ser uma via de mão-dupla – um usuário teimoso pode simplesmente querer que o computador aprenda algo que está de facto errado, o que não resultará em benefícios para nenhum deles.

Computadores mais úteis

A era dos humanos como observadores passivos no campo da inteligência artificial, afirmam os cientistas, pode estar chegando ao fim.

“No futuro, nós acreditamos que os computadores deverão funcionar como um parceiro,” afirma Burnett. “Você ajudará a ensiná-lo, ele aprenderá a conhecê-los, vocês aprenderão um do outro e, desta forma, o computador se tornará mais útil.”

Patrick Gnudi, nº24
Cláudia Balsa, nº8

 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Carros que conduzem sozinhos

A Google que todos conhecemos alterou Toyotas Prius, adicionando sistemas de hardware e software que conduzem o veículo, não sendo necessária intervenção humana. A frota dos carros auto-conduzidos já viajou cerca de 225000km nas estradas da califórnia, e o único acidente sofrido foi um carro externo que bateu num dos da Google num semáforo vermelho. Os carros não viajam sozinhos pelo meio do trânsito: neles viajam, sem intervir a não ser que necessário, um condutor e um técnico que analisa o comportamento do sistema.
O desenvolvimento destes carros tem como objectivo a poupança de tempo às pessoas, a diminuição do tráfego, a redução da emissão de poluentes e obviamente, a redução de acidentes.

Em baixo, uma imagem legendada que mostra os componentes do veículo e as suas funções.



Cláudia Balsa, nº8

Comunicação entre computadores e pessoas

Algumas máquinas já perderam o som metálico e em breve serão capazes de conversar, em várias línguas. Os sintetizadores de voz têm cada vez mais semelhanças à voz humana, mas ainda existem alguns obstáculos. Destes obstáculos, é de destacar as diferenças verbais entre as pessoas. Nem todas as pessoas falam da mesma maneira. Existem diferentes sotaques, maneiras de falar, e até mesmo sons e interjeições que baralham os computadores.

Com o objectivo de construir robôs que consigam conversar com humanos, os investigadores trabalham com diferentes línguas numa matéria que combina cultura e tecnologia. O reconhecimento de voz pelos computadores tem outras aplicações, como a tradução simultânea de uma língua para outra. Os sotaques continuam a ser um desafio, mas a curto prazo podem derrubar barreiras culturais por causa das línguas.

Cláudia Balsa, nº8