Ciência informatizada
Há décadas que os computadores têm ajudado os cientistas a armazenar, processar e analisar dados. De modo crescente, uma explosão de novos conhecimentos e de novos dados tem mudado o panorama científico. Além disso, a tecnologia amplia continuamente o poder dos computadores.
Neste novo contexto, as máquinas poderão passar de simples analisadores de dados para a formulação de hipóteses, entrando em uma área até então exclusiva aos humanos.
"Os cientistas hoje não podem mais ter a ilusão de analisar manualmente todos os artigos científicos publicados que são relevantes para o seu trabalho," afirmam certos cientistas.
Assim, se já são úteis para armazenar, manipular e analisar dados, o progresso tecnológico começa a deixar os computadores prontos para darem o próximo passo.
Cientistas de silício
Segundo os pesquisadores, brevemente os computadores serão capazes de gerar hipóteses sem dependerem da ajuda dos cientistas humanos, ou dependendo muito pouco deles.
A verdade é que os robôs estão cada vez menos dependentes dos seus criadores.
O impacto alcançaria inúmeras áreas da ciência, mas seria mais notório em áreas como física, química, biomedicina e ciências sociais.
Mineração científica
Muitos pesquisadores defendem que o grande volume de dados gerados por experiências científicas nas áreas da genética, da biologia do cancro ou das colisões de partículas, está a deixar obsoleto o mecanismo de geração de hipóteses e os seus testes experimentais.
Em vez disso, algoritmos de mineração de dados seriam mais adequados, capturando padrões no meio do terabytes de dados.
Cientistas combatem essa visão, afirmando que equivale a entrar numa floresta sem um guia. Sem qualquer informação sobre o ambiente e seus perigos, o mais provável é que os dados sejam classificados incorrectamente.
Antigamente, as abordagens computacionais eram mais bem sucedidas em sistemas pequenos, do que em sistemas maiores, mais complexos mas menos estudados. A explosão de dados de grandes experiências faz com que os pesquisadores se deparem com sistrmas muito mais complexos.
Cláudia Balsa, nº8
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