terça-feira, 15 de março de 2011

KITT

Quando estamos a percorrer os canais da televisão à procura de algo para ver podemos deparar-nos com séries que provavelmente os nossos pais veriam. Considerando mais as séries de carácter fictício e futurista, parecem-nos séries com má qualidade, banda sonora antiquada e efeitos especiais que poderiam ser melhores, mas era aquilo que agarrava as pessoas à televisão, imaginando se aquilo tudo seria possível dentro de umas décadas.
Algumas coisas concretizaram-se. Lasers por exemplo, naves, carros supersónicos, entre outras 'invenções'.
KITT, uma série dos anos 80, tinha como protagonistas Michael Knight e o seu carro, KITT. Knight Industries Two Thousand, a sigla KITT, era um processador criado pela Knight Industries dotado de inteligência artificial que era utilizado pelo governo norte-americano. Acabou por ser definido que seria mais eficaz no combate ao crime, sendo instalado num carro.
O veículo tinha diversas características que há 30 anos atrás poderiam ser algo fora do comum e ainda por inventar, mas que agora, se ainda não existem, há já pessoas a desenvolver tecnologias nesse sentido. A carroçaria, por exemplo,  aguentava impactos, tiros, objectos arremessados, explosões, apesar de ataques demasiado perto pudessem causar danos. Modo silencioso, sensores de olfacto e audiovisuais (dando ao KITT 'sentidos'), laser, detector de explosivos, e até um dispositivo que quando Michael precisasse se ajuda, podia chamar o carro que ele iria ter com ele, etc... são extras que o carro incluía.
Mas o mais importante aqui é obviamente o processador. Este servia de inteligência artificial para o KITT, assemelhando-o a um humano. Podia pensar, aprender, comunicar com qualquer pessoa e fazer uso dos seus extras para estudar o ambiente ao redor e utilizá-los por vontade própria, o que lhe permitia conduzir sozinho (Michael podia ficar a jogar jogos instalados no carro). A maior parte do tempo falava em inglês mas, depois de uma rápida procura nos seus módulos de idiomas, podia falar fluentemente francês e espanhol e adaptar sotaques. Tinha ego e uma personalidade sensível. Por vezes não sabia o significado de palavras que Michael dizia, principalmente calão, pedindo a este que lhe explicasse o significado.
A sua velocidade de reacção era de 1 nanosegundo e tinha uma capacidade de memória de 1.000MB (não chega a 1GB).

Cláudia Balsa, nº8

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